
Conversando com o presbítero Antônio Vicente no último domingo pela manhã e vendo algumas fotos de quando nossa igreja era uma congregação do Presbitério de Campos – RJ, senti no coração uma grande emoção e, ao mesmo tempo, um questionamento.
Emoção por olhar a linha do tempo e perceber que, 59 anos depois, estamos agradecendo a Deus a obra que tem sido realizada, a igreja que foi solidificada avançou, pregou o evangelho com fidelidade, gerou filhas em Juiz de Fora, no Brasil e além de nossas fronteiras temos procurado estabelecer o Reino de Deus, conforme nos foi ordenado (Mt 28). Aleluia!
O questionamento se deu quando o Pb Vicente contou que nos primeiros anos as coisas eram duras, e muitos dissabores permearam a caminhada da jovem Primeira Igreja. Um grupo pequeno, uma cidade mergulhada no romanismo, atritos com o vizinho para compra da casa que se tornaria o primeiro templo, atritos com vizinhos depois de comprada a casa (que duraram até os anos 90), dízimos e ofertas que por vezes foram furtados, poucos recursos financeiros, árduo trabalho de evangelização. Como resistiram e perseveraram numa obra tão cheia de adversidades?
Lembrei-me das palavras de Jesus: “tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Ao ver na face do amado Pb Vicente ainda hoje, mesmo sob o peso dos dias avançados, o sorriso e a disciplina com que vem à igreja ao lado de dona Débora, zela pela vida cristã e a motivação que sempre nos traz para perseverarmos na jornada que temos à frente, eu realmente sinto que podemos e devemos querer fazer sempre o melhor para Deus. Fico ruborizado por ver que nossos pioneiros deram o melhor de si, de sua saúde, sua renda, sua família, e foram submetidos a adversidades no caminho, mas não se acovardaram. Romperam com o sistema dominante, romperam com o descrédito de uma denominação recém chegada à cidade (no tempo em que não havia mídia de massa para informações); romperam com o desânimo, com o receio, com a dor, e venceram. Creio firmemente que nossos pioneiros têm ouvido do Senhor: “foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor”...
Hoje é tempo de festa, de júbilo. Deus tem nos agraciado com livramentos e vitórias numa jornada dura. Temos a bênção de pertencer a uma igreja de vanguarda, e ao mesmo tempo sólida. Templos, terrenos, história, conquistas, boa teologia, bons líderes. Mas isso, por si só, não garante nada quanto ao futuro.
O futuro da Primeira Igreja está no futuro dos seus membros. Que futuro estamos construindo? Um futuro sob temor e tremor de Deus, sabendo que para Ele são todas as coisas? Um futuro de honra, sendo hoje um vaso de bênçãos para os irmãos e, consequentemente, para a igreja?
Pense nisso. Hoje é dia de gratidão, mas é dia de sonhos também. Sonhe em SER o melhor para Deus, para seu irmão, para sua igreja. Lute por isso. E que anos de glória venham pela frente, para louvor do nosso Deus. Avante, Primeira Igreja! Parabéns pelos seus 59 anos de vida!
Rev. Jefferson M. Reinh